quinta-feira, 22 de abril de 2010

Agonia

Tem horas que a paciência vai embora e só fica a angústia de quem quer cair fora logo. Não aguenta mais esses malfazejos no pé do ouvido. E essa carta da prefeitura que não chega lhe convocando para a vida mansa. Sem contar no que se refere ao regime, né. E também não precisa pegar ônibus, o que é melhor ainda. Meus bolsos agradecem!
Quem quiser que conserte isto que chamam de educação. Palhaçada, rapaz!



Acorda amor



Acorda amor
Eu tive um pesadelo agora
Sonhei que tinha gente lá fora
Batendo no portão, que aflição
Era a dura, numa muito escura viatura
Minha nossa santa criatura
Chame, chame, chame lá
Chame, chame o ladrão, chame o ladrão

Acorda amor
Não é mais pesadelo nada
Tem gente já no vão de escada
Fazendo confusão, que aflição
São os homens
E eu aqui parado de pijama
Eu não gosto de passar vexame
Chame, chame, chame
Chame o ladrão, chame o ladrão

Se eu demorar uns meses
Convém, às vezes, você sofrer
Mas depois de um ano eu não vindo
Ponha a roupa de domingo
E pode me esquecer

Acorda amor
Que o bicho é brabo e não sossega
Se você corre o bicho pega
Se fica não sei não
Atenção
Não demora
Dia desses chega a sua hora
Não discuta à toa não reclame
Clame, chame lá, chame, chame
Chame o ladrão, chame o ladrão, chame o ladrão
(Não esqueça a escova, o sabonete e o violão)



(C.B.H.)

segunda-feira, 15 de março de 2010

movimento

Como esse blog é muito movimentado e tá cheio de seguidores (1), cabe aqui minha parte de quando em vez alimentá-lo (sei lá de quê, o que é que blog come heim?). A ideia original da qual foi feita o bixinho era até interessante, mas quem sabe não o faço daqui ou dali pra frente. Enquanto isso, bebamos um poemainha. Posso dizer bebamos pq eu tb leio meu próprio blog, além da Elyne, rs.



Você não veio


eu fiquei esperando o meu amor
fiquei no cais do porto
e ele nem morto
não veio

não sei se fugiu com a poesia
ou se com Maria
se fugiu com o violão
ou com meu coração

o meu amor não veio
o meu amor não veio
solidão...

03/03/2009

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

já é quase carnaval... mas hoje estou triste.

É que nesse mundinho capitalista e selvagem prevalece a lei do dinheiro e da arrogância de quem o possue. Você tem um emprego não porque gosta dele e até faria de graça caso não precisasse do dinheiro pra pagar as contas, mas por que não tem outra alternativa e, se tem, é quase a mesma coisa, irá trocar 6 por meia dúzia. É como diz o professor Wilton: "muda, mas não muda muito". Foi umas das coisas mais certa que aprendi na ufs.
O que mudou do tempo dos escravos até hoje? Ah, sim! Hoje se ganha salário mínimo, porque conheço pouca gente ou nenhuma que ganha salário máximo.
Enquanto a tão desejada época de sombra e água fresca não vem e a labuta é o escárnio do dia-a-dia, se tem mesmo é que continuar estudando pra que pelo menos antes dos 30 o ingresso na repartição pública seja o início dos tempos de viagens, boemias, livros e poesias!

11/02/2010

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Hoje Jaz


Hoje jaz o meu cachorro.
De quase tudo fez um pouco:
brincou de bola,
comeu pipoca,
uivou à lua;
morreu, atropelado, na rua.

26/11/2009


(Esse poema é dedicado a Dogvaldo Valeriano da Silva Barros, o cachorrinho da minha noiva - lamento, amor)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Reinvento

não querer ser sempre
para pra sempre ser
isso eu aprendi com o vento

saudade eu tenho de tudo
o que a gente vai viver
mas ainda não teve tempo


tudo o que é leve
o vento leva
eu quero aprender um jeito
de reinventar
certeza ou tristeza
de qualquer jeito o vento vai levar
na brisa do mar
no sopro da vela
ao se apagar


( Estrela Ruiz e Ceumar)

que confusão!

eita ki eu me bati aki pra entrar nesse megócio! Oxe!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

poema

Pouco me importa.Pouco me importa o quê? Não sei: pouco me importa.
Alberto Caeiro, 24-10-1917