já é quase carnaval... mas hoje estou triste.
É que nesse mundinho capitalista e selvagem prevalece a lei do dinheiro e da arrogância de quem o possue. Você tem um emprego não porque gosta dele e até faria de graça caso não precisasse do dinheiro pra pagar as contas, mas por que não tem outra alternativa e, se tem, é quase a mesma coisa, irá trocar 6 por meia dúzia. É como diz o professor Wilton: "muda, mas não muda muito". Foi umas das coisas mais certa que aprendi na ufs.
O que mudou do tempo dos escravos até hoje? Ah, sim! Hoje se ganha salário mínimo, porque conheço pouca gente ou nenhuma que ganha salário máximo.
Enquanto a tão desejada época de sombra e água fresca não vem e a labuta é o escárnio do dia-a-dia, se tem mesmo é que continuar estudando pra que pelo menos antes dos 30 o ingresso na repartição pública seja o início dos tempos de viagens, boemias, livros e poesias!
11/02/2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Hoje Jaz
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Reinvento
não querer ser sempre
para pra sempre ser
isso eu aprendi com o vento
saudade eu tenho de tudo
o que a gente vai viver
mas ainda não teve tempo
tudo o que é leve
o vento leva
eu quero aprender um jeito
de reinventar
certeza ou tristeza
de qualquer jeito o vento vai levar
na brisa do mar
no sopro da vela
ao se apagar
( Estrela Ruiz e Ceumar)
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Depois da derradeira
bom... a intenção do blog é só pra assuntos cadêmicos, aliás, pra deveres acadêmicos, mas aí quando eu vejo uma cousa dessa eu não resisto, olhe só que coisa linda:
A fogueira era mim
Mas a fumaça era em você
O Sereno tá no fim
Só você chora por mim
E eu não choro por vc
Lá no verde do capim
Lá você pode até amanhecer
Mas a flor do meu jardim
Meu amor meu amozinho
Não parece com você
Fica na bacia a minha mágoa
Hoje eu novo de um bem querer
São João me iluminou
Arranjei um novo amor
É um riacho de prazer
A voz daquele rio encanta as águas
E faz o teu navio me esquecer
Mas é são João, não vou esquecer
Vixi que atentação
Só é feliz depois da derradeira
A fogueira era mim
Mas a fumaça era em você
O Sereno tá no fim
Só você chora por mim
E eu não choro por vc
Lá no verde do capim
Lá você pode até amanhecer
Mas a flor do meu jardim
Meu amor meu amozinho
Não parece com você
Fica na bacia a minha mágoa
Hoje eu novo de um bem querer
São João me iluminou
Arranjei um novo amor
É um riacho de prazer
A voz daquele rio encanta as águas
E faz o teu navio me esquecer
Mas é são João, não vou esquecer
Vixi que atentação
Só é feliz depois da derradeira
sábado, 15 de agosto de 2009
Correspondencias - Charles Baudelaire
CORRESPONDÊNCIAS
A natureza é um templo onde vivos pilares
Deixam filtrar não raro insólitos enredos;
O homem o cruza em meio a um bosque de segredos
Que ali o espreitam com seus olhos familiares.
Como ecos longos que à distância se matizam
Numa vertiginosa e lúgubre unidade,
Tão vasta quanto a noite e quanto a claridade,
Os sons, as cores e os perfumes se harmonizam.
Há aromas frescos como a carne dos infantes,
Doces como o oboé, verdes como a campina,
E outros, já dissolutos, ricos e triunfantes,
Com a fluidez daquilo que jamais termina,
Como o almíscar, o incenso e as resinas do Oriente,
Que a glória exaltam dos sentidos e da mente.
Charles Baudelaire
A natureza é um templo onde vivos pilares
Deixam filtrar não raro insólitos enredos;
O homem o cruza em meio a um bosque de segredos
Que ali o espreitam com seus olhos familiares.
Como ecos longos que à distância se matizam
Numa vertiginosa e lúgubre unidade,
Tão vasta quanto a noite e quanto a claridade,
Os sons, as cores e os perfumes se harmonizam.
Há aromas frescos como a carne dos infantes,
Doces como o oboé, verdes como a campina,
E outros, já dissolutos, ricos e triunfantes,
Com a fluidez daquilo que jamais termina,
Como o almíscar, o incenso e as resinas do Oriente,
Que a glória exaltam dos sentidos e da mente.
Charles Baudelaire
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