sábado, 8 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Coração Leviano
Trama em segredo teus planos
Parte sem dizer adeus
Nem lembra dos meus desenganos
Fere quem tudo perdeu
Ah coração leviano não sabe o que fez do meu
Ah coração leviano não sabe o que fez do meu (mas trama)
Este pobre navegante meu coração amante
Enfrentou a tempestade
No mar da paixão e da loucura
Fruto da minha aventura
Em busca da felicidade
De um coração leviano que nunca será de ninguém
(Paulinho da Viola)
Pense N'eu!
Sua lembrança é um quadro indelével na parede da minha memória.
É interessante observar como algumas coisas tomam rumos que a gente não imagina. E fica pensando como é que seria se tomasse determinado caminho. Se estaria mais feliz ou profundamente arrependido. É, não dá pra ensaiar no teatro da vida. A vida é pra valer, a vida é pra levar, como bem diz a canção 'samba pra vinícius', do Toquinho e do Chico Buarque. Ou ainda qundo o Chico diz: 'pois você sumiu no mundo sem me avisar / e agora eu era um louco a perguntar / oq que a vida vai fazer de mim?' (João e Maria).
Passe Em Casa
Passam pássaros e aviões
E no chão os caminhões
Passa o tempo, as estações
Passam andorinhas e verões
Passa em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Passa em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Estou esperando visita
Tão impaciente e aflita
Se você não passa no morro
Eu quase morro, eu quase morro
Estou implorando socorro
Ou quase morro, ou quase morro
Vida sem graça se você não passa no morro
Já estou pedido que
Passe um tempo, passe lá
Passo mal com os meus lençóis
Passe agora, passe enfim
Um momento pra ficarmos sós
Passe em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Passe em casa
Tô te esperando, tô te esperando
Estou esperando visita
Tão impaciente e aflita
Se você não passa no morro
Eu quase morro, eu quase morro
Estou implorando socorro
Ou quase morro, ou quase morro
Vida sem graça
Se você não passa no morro
Já estou pedindo que
Passem passaros e aviões
E no chão os caminhões
Passe o tempo as estações
Passem andorinhas e verões
Passe em casa...
(Tribalistas)
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Feira de mangaio
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Bolo de milho broa e cocada
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Pé de moleque, alecrim, canela
Moleque sai daqui me deixa trabalhar
E Zé saiu correndo pra feira de pássaros
E foi passo-voando pra todo lugar
Tinha uma vendinha no canto da rua
Onde o mangaieiro ia se animar
Tomar uma bicada com lambu assado
E olhar pra Maria do Joá (2x)
Cabresto de cavalo e rabichola
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Farinha rapadura e graviola
Eu tenho pra vender, quem quer comprar
Pavio de cadeeiro panela de barro
Menino vou me embora
Tenho que voltar
Xaxar o meu roçado
Que nem boi de carro
Alpargata de arrasto não quer me levar
Porque tem um Sanfoneiro no canto da rua
Fazendo floreio pra gente dançar
Tem Zefa de purcina fazendo renda
E o ronco do fole sem parar
sábado, 1 de maio de 2010
Rosa
Tu és divina e graciosa
Estátua majestosa
No amor!
Por Deus esculturada
E formada com ardor...
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olôr
Que na vida é preferida
Pelo beija-flor...
Se Deus
Me fora tão clemente
Aqui neste ambiente
De luz, formada numa tela
Deslumbrante e bela...
Teu coração
Junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado
Sobre a rosa e a cruz
Do arfante peito teu...
Tu és a forma ideal
Estátua magistral
Oh! alma perenal
Do meu primeiro amor
Sublime amor...
Tu és de Deus
A soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração
Sepultas um amor...
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes
Cheios de sabor
Em vozes tão dolentes
Como um sonho em flor...
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim
Que tem de belo
Em todo resplendor
Da santa natureza...
Perdão!
Se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh! flor!
Meu peito não resiste
Oh! meu Deus
O quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar
Em esperar
Em conduzir-te
Um dia ao pé do altar...
Jurar aos pés do Onipotente
Em preces comoventes
De dor, e receber a unção
Da tua gratidão...
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te
Até meu padecer
De todo fenecer..
(Pixinguinha e Otávio de Souza)
Essa é uma das mais belas letras que já vi na vida. Infelizmente o Otávio morreu cedo e nao se sabe se compôs mais outras, mas Rosa por si só já vale por uma obra tao completa quanto a de Chico, João ou Caetano.
Aldemir Barros
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Planeta Coração
Eu envelheço um pouco
Às vezes tenho dez anos e viajo feito louco
Planetas, cometas, satélites
Nada me segura
Tenho o mundo a meus pés
E nas mãos só ternura
Quem viaja comigo nessa cápsula, embarcação
Vamos seguir tranqüilos
Vamos conhecer o Japão
Tua presença é combustível
Pro foguete coração
Que me anima na hora certa
Pra cantar feito criança esta canção
(Ceumar)